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Feira Cultural em Capim Grosso Imprimir Indique esta página

FirminoNos dias 8 e 9 de maio, a AEC-TEA realizou a 1ª Feira Cultural de Capim Grosso. O evento contou com apresentações de dança, teatro, capoeira, música e outros de artistas de todo o município. Outras atrações foram a Orquestra Filarmônica de Jacobina, a fanfarra de Caiçara e os alunos de circo do curso de teatro da AEC-TEA. A feira aconteceu na Praça da Prefeitura, onde dez grandes toldos exibiam trabalhos de grupos como PETI, Casa de Saúde, CAPS, Desbravadores e Coopes.

No espaço reservado à AEC-TEA, visitantes puderam apreciar o trabalho dos alunos de fotografia em três exposições, além de conhecer as atividades da associação através de painéis explicativos. Pessoas de todas as idades marcaram presençana praça, prestigiando a cultura em Capim Groso, que muitas vezes é deixada de lado. 

Pelo grande sucesso da festa, agradecemos a todos os artistas e grupos presentes, às pessoas que vieram apreciar o evento e a toda a equipe de coordenação.microprojeto



O projeto não se resumiu apenas ao evento. A feira foi fruto de uma extensa pesquisa feita em busca das manifestações culturais de Capim Grosso, para a formação de um banco de dados. Artistas atuantes em diversas áreas foram entrevistados para que, no futuro, todos tenham acesso às mesmas e seus trabalhos. Foi um trabalho não só de valorização de tais expressões culturais, mas também de resgate daquelas menos conhecidas, que correm o risco de serem esquecidas.
De fato, muitos entrevistados revelaram o medo de que sua “cultura” seja perdida. Firmino “Sambador” é um dos que dizem não compreender o desinteresse dos jovens. Ele toca cavaco, pandeiro e viola, canta e dança piega desde os 12 anos. Agora, aos 64, ressalta a importância do samba em sua vida, como fonte de lazer e saúde. “A piega é uma diversão que pode seguir a noite inteira!”, diz ele com sorriso no rosto e orgulho na voz. Dona Gracina, de 99 aos, já fez esteiras, chapéus e hoje ainda faz colchas para a casa. Ela também comenta que as novas gerações não mais se dispõem a aprender tais artes, “só querem saber da caneta e do computador”.

A história e trabalho de pessoas como Gracina e Firmino estiveram presentes durante a Feira Cultural. Obrigada novamente àqueles que compareceram ao evento para prestigiar esses artistas, dos povoados, fazendas e sede, que fazem de Capim Grosso uma cidade de cultura.

 

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